AS ROSAS

As rosas pela manhã,

úmidas de orvalho,

vaidosas anunciavam

o nascer de um novo dia!

 

Exalando seu perfume

tão doce,

tão inebriante,

 

fazendo do beija-flor,

tão pequena avezinha,

seu mais fiel multiplicador.

 

Esse perfume

tão doce

acompanha-me

em toda vida.

 

As rosas

tão rosas

do jardim de minha infância!

 

Pétala por pétala,

trago na lembrança...

 

As mãos macias de minha mãe

acariciando a terra

no plantio das mudinhas;

 

A alegria estampada

no olhar tão brilhante,

quando sorrateira

lá vinha a roseira

com seu mais novo botão!

 

Que saudade meu Deus,

das doces mãos de minha mãe,

tão macias, tão suaves,

que se misturam ao perfume das rosas

nas minhas velhas  lembranças...

 

Mãe,

rosa,

 perfume,

dádiva de Deus, aos homens

tão pequeninos...

 

Cleidiner Ventura/Anjo

SP/Brasil, 22.03.2003

POEMA EN ESPAÑOL