
PAINEIRA
Da
janela
a
paineira,
verde
–
rosa
sem
ser
mangueira.
Na
cadência
do
vento
o
s c i l a,
balança
e
como
porta-bandeira
exibe
fogosa
tua
larga saia.
Paineira,
que mágico
é
poder vêr-te
exuberante
por
entre concretos e lajes.
Do
horizonte
da
janela
és
prêmio aos
olhos
da gente.
Olhos
que vêem
de
tudo,
que
choram,
que
amam;
olhos
privilegiados.
O
rosa de tuas
flores,
em
alvo e macio
algodão
se transforma...
e
dentro de meu
travesseiro,
colhe
meus sonhos
mais
perfeitos,
meus
desabafos
e
acima
de tudo,
repousa
minha
cabeça
e
descansa meu
cansaço.
És
verde,
és
rosa
és
branca!
dos olhos à alma,
acalanta e encanta!
Cleidiner
Ventura
São Paulo/Rua Butantã
Mar/99
(essa
paineira ficava nos fundos do
estacionamento térreo, do Daee;
trocadilho
com escola de samba Mangueira, do RJ )
Assine meu livro de visitas.