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PAZ
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É
o que hoje sinto
no
aconchego
de
meu
lar!
Nas
ruas
a
caminhar, percebo
cabisbaixas
as cabeças
dos
homens que passam.
As
mulheres trazem
na
fronte marcada,
profundas
cicatrizes
das
suas preocupações.
As
crianças
já
não brincam
de
bola, peteca e pião,
na
rua interditada
para
essas ocasiões.
As
balas perdidas
adoram
alcançá-las!
Os
policiais
não
saem de casa
paramentados,
isso
não é mais para eles
o
"orgulho da farda";
são
caçados
como
bichos
por
traficantes e bandidos
armados
até os dentes.
Os
vizinhos outrora amigos,
hoje sequer trocam palavras.
Fizeram
das lindas serestas
nas
noites claras de lua
-
a porta fechada com grade -
Quero
P A Z
Queremos P A Z!
Cleidiner Ventura
São Paulo 17/09/2003