SAUDADE DE MEUS PAIS

Quando nos vemos órfãos,

é normal que o coração sufocado

gere lágrimas de saudade

banhando  nossa face.

 

Não é a tristeza da morte,

é a ausência doída,

é o saber-se sozinho

que comprime o coração.

 

Se deles lembramos

com alegria ou tristeza,

nossa face se transforma

na marca doída da  saudade.

 

É saudade

que sentimos

é saudade que vivemos

é saudade que fere

fundo o coração da gente.

  porém o conforto da prece,

há a certeza da luz,

há também o reencontro

que a outra vida conduz.

 Cleidiner Ventura

 06/08/07 – 16:15