na
vidraça
observando
os
desenhos que ela fazia
ao
escorrer pelo vidro;
quantos
anjos,
passarinhos,
buquê
de flores
não
vi.
Se
muito frio
estivesse,
com
os dedos eu desenhava,
no
vapor
meus
lindos sonhos.
Me
pergunto quase sempre,
-
porque hoje eu não vejo
as
imagens que via antes,
se
a chuva continua
a
lavar minha vidraça?
Porque
não desenho,
os
lindos sonhos
que
tinha?
Será
que de tão sonhados
perderam-se
no
tempo...
ou
tornaram-se
realidade?!
Cleidiner
Ventura/Anjo - SP.30.03.2003
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